quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Com Ivete Sangalo entre as atrações, ingressos para o Planeta Atlântida começam a ser comercializados hoje

A partir de hoje os ingressos para o Planeta Atlântida 2012 estarão disponíveis nas lojas Renner. Em Porto Alegre, a venda ocorre nas filiais da Otávio Rocha e dos shoppings Iguatemi e Barra Shopping Sul (horários de funcionamento: de segunda a sábado das 8h30min às 20h e domingos das 8h30min às 19h). Em breve serão divulgados outros pontos de venda na região metropolitana e no interior do Rio Grande do Sul.
Em Santa Catarina, a venda ocorre em todas as filiais do Estado, espalhadas por Florianópolis, Joinville, Blumenau, Chapecó, São José, Tubarão e Balneário Camboriú.
Nestes mesmos locais, tanto no RS quanto em SC, também deverão ser feitas as retiradas das entradas adquiridas pela internet.

Além destes pontos de venda, os ingressos podem ser comprados aqui pelo site. Para o Planeta RS, compre 

E para o Planeta SC, clique aqui! ou pelo call center 4003-1212.
Hoje ainda também chega à Renner a coleção da grife Planeta Atlântida 2012. Com peças femininas e masculinas, a coleção traz bonés, camisetas, bermudas, saias, regatas, shortinhos e muito mais.

Valores primeiro lote em SC 

Arena
R$ 70 (meia entrada)
R$ 140 (inteira) 

Passaporte
R$ 120 (meia entrada)
R$ 240 (inteira)

Camarote
R$ 180 (individual)
R$ 300 (passaporte)

Clube do Assinante RBS:
Arena
R$ 120 (individual)
R$ 210 (passaporte)

Camarote
R$ 170 (individual)
R$ 280 (passaporte)

Desconto:
* Meia-entrada válida para o setor Arena, na compra de ingressos individuais ou passaporte. Beneficiados: menores de 18 anos, beneficiados pela Lei Estadual n.º 12.570/2003; estudantes, beneficiados pela Lei Estadual n.º 12.570/2003; pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, beneficiados pela Lei Municipal n.º 6.758/2005; pessoas portadoras de deficiências, beneficiados pela Lei Estadual n.º 13.316/2005; e professores municipais, beneficiados pela Lei Municipal n.º 8.019/2009. É necessária a apresentação de documento comprobatório na compra nos pontos físicos e na entrada do evento.

ATENÇÃO: Evento sujeito a classificação indicativa. 

Valores Primeiro Lote no RS 

Arena
R$ 80 (individual)
R$ 140 (passaporte) 

Camarote
R$ 195 (individual)
R$ 310 (passaporte) 

Clube do Assinante RBS:
Arena
R$ 70 (individual)
R$120 (passaporte) 

Camarote
R$ 185 (individual)
R$ 290 (passaporte) 

Desconto:
*Idosos: 50% de desconto de qualquer setor: arena, camarote e passaporte, mediante apresentação de documento na hora da compra e na entrada do evento. 

Classificação Indicativa: 14 anos
Proibida a entrada de menores dessa idade, independentemente de estarem acompanhados de pais ou responsáveis. 

É indispensável a apresentação de documento de identificação idôneo, com foto e data de nascimento, na entrada do evento. 

Abaixo a lista de documentos aceitos: 

* Cédula de Identidade Civil - RG 

* Carteira de Trabalho e Previdência Social 

* Passaporte 

* Carteira Nacional de Habilitação 

* Carteira de Identidade Militar 

* Documentos com foto expedidos por outros órgãos como CREA, CRM, OAB, COREN 

* Documentos de identidade civil válidos em todo o território nacional, desde que em bom estado de conservação 

* Carteira de identificação estudantil emitida pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), União Estadual dos Estudantes (UEE), União Gaúcha de Estudantes (UGE) e Uniões Municipais de Estudantes Secundaristas 

* Cartão Tri, expedido pela Secretaria Municipal de Transportes de Porto Alegre 

Caso alguma das identificações acima não possua a data de nascimento, por exemplo, poderá ser apresentado em conjunto com a carteira de identidade de Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou outro documento público/privado já elencado na decisão anterior. Da mesma forma, caso no documento com foto acima mencionado não conste a data de nascimento, poderá ser apresentado em conjunto com a Certidão de Nascimento. 

Combo no clima do festival 

Nesta edição, vai rolar ainda uma novidade para o público ficar totalmente no clima do festival: o combo do Planeta. A compra de duas peças da grife dão direito a R$ 10 de desconto para adquirir o passaporte de arena ou camarote para os dois dias do evento. 

A “maior festa do planeta” ocorre nos dias 13 e 14 de janeiro, em Florianópolis (SC), e 3 e 4 de fevereiro, na praia de Atlântida (RS). 

Fonte: ClicRBS

Pocket show com Ivete Sangalo e Tuca Fernandes marcará o lançamento do bloco Cerveja & Cia

Um pocket show reunindo Ivete Sangalo e Tuca Fernandes marcará o lançamento do bloco Cerveja & Cia. O evento será realizado no Iguatemi, no mesmo espaço onde foi feita a festa da banda Oito7 Nove4, dos irmãos Rafael e Pipo. 
O Cerveja & Cia desfilará no Carnaval 2012, no Circuito Dodô (Barra/Ondina). Na quinta-feira e no sábado, o destaque será a cantora Ivete Sangalo. Na sexta,  quem comanda a folia é o cantor Tuca Fernandes, fazendo sua estreia no bloco.

Fonte: Marrom

VT Ivete Sangalo no Chevrolet Hall

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Band FM te coloca no camarim de Ivete Sangalo em Estância Alto da Serra

Foram dezenas, centenas, milhares de pedidos que o Axé Band resolveu atender:
Vai te levar para o show da Ivete Sangalo, no Estância Alto da Serra, com direito a acompanhante e ingressos VIP.
Vocês ainda vão invadir o camarim da Ivete para tirar fotos e pegar autógrafos.
Então se inscreva pelo 0800 50 13 13 ou mande SMS para 72250 com seu nome completo.
O resultado rola dia 04 no Axé Band!!!










Fonte: Band Fm

Ivete Sangalo já fez a sua fantasia

A cantora Ivete Sangalo contou que irá se apresentar com figurinos belíssimos nos cinco dias do carnaval 2012. “Eu já vi os croquis e estão maravilhosos, não tem o que falar”, disse ela, nos bastidores da gravação do programa Show da Virada, que a Globo exibe em 31 de dezembro.
Segundo Ivete, o suspense em torno de seu figurino é uma consequência do importante trabalho de pesquisa feito pela stylist Patricia Zuffa, que há 11 anos é a responsável por seus modelitos no carnaval baiano.
A cantora lembrou que não se trata apenas de uma roupa, mas sim de uma vestimenta que conta toda uma história. "Nossos figurinos de carnaval viraram um hit, justamente por tratarmos o tema com muito carinho”, ressaltou Ivete Sangalo. “Porque um artista não é somente o que ele canta, mas também o que veste e dança”.

 Fonte: Mais Comunidade

Ivete Sangalo: garota papo firme

Não é preciso gostar da música para admirar Ivete Sangalo. Porque bonitas, o Brasil, esse país de cantoras, tem delas aos montes. Talentosas também, não há como negar. Só mesmo o carisma, essa qualidade que não pode ser fabricada, é que explica como ela, de musa do axé, é hoje a maior cantora pop brasileira. Pois ondas vêm e vão, ao sabor do mar eternizado nos versos do conterrâneo Dorival Caymmi. Mas Ivete fica, imune a modas e tendências musicais.
É claro que essa receita não seria tão equilibrada não fosse um elemento incontestável em qualquer trajetória de sucesso: trabalho árduo. “Trabalho muito, tenho muito amor pelo que faço. Para isso, há muitas renúncias também. Mas em nenhum momento as pontuei, nem verbalizando, nem internalizando. Gosto do que faço, é uma luta diária, mesmo sendo conhecida, famosa. Não fico em casa esperando que as coisas aconteçam”, admite.
Quando fala isso, Ivete não está fazendo média. Ela conversou com a HIT logo depois de deixar a Assembléia Legislativa de Minas Gerais, na noite em que, com genuína emoção, encantou um plenário lotado ao receber o título de Cidadã Honorária do Estado. Saindo de lá, ainda recebeu os fãs que a esperavam. Dali, foi direto para o consultório de sua fonoaudióloga, Janaína Pimenta de Oliveira, nome citado por ela no discurso na Assembléia.
Festa? Que nada. Ainda que o clima fosse festivo, seu encontro tinha uma razão maior. O ano está terminando e, com o verão, têm início os preparativos para mais um carnaval. E Janaína, que vive e trabalha em Belo Horizonte, muda-se para Salvador um mês antes da folia. Ivete não adianta muito o que irá fazer. Como o homenageado será Jorge Amado, seu camarote terá como tema A casa do rio vermelho, como é chamada a residência que viveu com a mulher, Zélia Gattai (autora de livro de mesmo nome), em Salvador.
Ela sai três dias no Bloco Coruja e outros dois no Cerveja e Cia. “As novidades são criadas para dar um it no carnaval. O que mais importa são as coisas que acontecem espontaneamente em cima do trio. E o repertório, é claro. Porque você pode vir enfeitada de brilho e beleza, mas a peça chave é a música.” 
Isso só vem reforçar o que foi visto numa festa bem diferente, ocorrida mês passado. Ivete calou a boca daqueles que queriam ver o circo pegar fogo no Rock in Rio. Durante hora e meia, com música e o show baseado no que faz Brasil afora, transformou a Cidade do Rock numa grande micareta. No bom sentido, diga-se de passagem. É a tal magia do palco, que muitos tentam e só alguns conseguem.
Assim que terminar o período momesco, Ivete retoma sua turnê do show no Madison Square Garden. O espetáculo, realizado em 2010 no mítico palco de Nova York, foi sem dúvida um dos mais ambiciosos do showbizz nacional. Durante este ano, Ivete viajou com ele pelo Brasil, mostrando para o público daqui a apresentação tal qual foi registrada na gringa. Quinhentos mil DVDs vendidos, numa época em que o digital é quem dita as regras no mercado fonográfico, são um feito e tanto. 
Mas Ivete quer mais. Por isso, vai destinar boa parte de 2012 a uma turnê internacional desse mesmo show. Pretende rodar o mundo: Américas, Europa, África, Ásia. “A agenda do ano que vem está praticamente fechada. Só que não há como ficar longe do meu país.” Então, a partir de março, ela começa a fazer os shows lá fora, volta para cumprir a agenda aqui e assim sucessivamente. 
E não apenas (apenas?) isso. Os planos para 2012 ainda incluem a criação de uma fundação beneficente voltada para crianças. Ivete tem se mirado no que Xuxa faz com a Fundação Xuxa Meneghel. “O modelo dela é muito legal. O meu não será uma filial, mas estou pensando em fazer algo semelhante.”
No ano que se aproxima, a cantora também chega aos 40 (nasceu em 27 de maio, em Juazeiro). A idade não a assusta – “ainda não absorvi isso, o que é mais importante” – mas volta e meia, quando se olha no espelho, Ivete descobre aspectos diferentes. “Penso que mudei nisso e naquilo, mas não entro em paranoia. Tanto que me prefiro muito mais hoje, pois estou mais adulta e bem resolvida. E mais bonita também”, acrescenta.
A nova década ainda traz a vontade de ter mais filhos (Marcelo, seu filho com o nutricionista Daniel Cady, está com 2 anos). Ela quer dois e pensa em engravidar no ano que vem. Como sonha ter três ao todo, quer que o intervalo entre o segundo e o terceiro seja bem pequeno. Mas como se trata de Ivete Sangalo, tudo tem que ser muito planejado. “Filho é uma responsabilidade definitiva, mas não somente isso. Tenho que pensar nos outros.”
E não são poucas. Ivete não sabe o número exato, mas diretamente sua empresa, Caco de Telha, emprega em torno de 150 funcionários. “Ou seja, até para ter filho tenho que pensar nas outras pessoas.” Também empresária, ela diz que as decisões finais têm que ser pautadas em sua própria direção. “Não é como o trabalho de uma fábrica, de fazer um jarro. Se quiser aumentar o número de jarros, uma máquina faz. Sou eu, minha voz, meu corpo, minha disposição e minha vontade de fazer.”
Essa, os fãs podem comemorar, não tem a menor chance de diminuir por ora. Cantora de multidões, ela diz já ter pensado em fazer um show mais intimista, chegou inclusive a preparar repertório. “Mas não consigo, ia ser muito para mim. Ave, Maria! Um show intimista, com a energia que tenho agora? Ainda mais porque estou há 16 anos fazendo isso, para mudar teria inclusive que reeducar minha voz.”
Uma voz que foi educada no universo do axé, porém que ultrapassou esses limite. Hoje, Ivete coloca no mesmo balaio os arrasa-quarteirões Festa e Abalou com pérolas com acento soul como Easy (Lionel Richie) e o clássico pop Human nature, mais conhecido no registro de Michael Jackson. Resultado de um gosto musical que não tem muitos limites. “Ouço de tudo, pois as músicas se adequam a cada hora. Elis Regina nem precisa falar. Em Minas, meu lado romântico é de Minas, Lô Borges, Flávio Venturini. Gosto de rock, quando é adequado. Coisas do funk, mais para o lado do Cassiano. Mas o que mais gosto de cantar é samba-soul. Engraçado, não?” Nesse balaio, ela admite, cabe também sertanejo.
As duplas (e agora os cantores solo também) vieram, nos últimos dois anos, ocupar o espaço dos shows mais concorridos de bandas e astros do axé. A agenda de Ivete não sentiu a dominação sertaneja, porém ela concorda que eles sejam a bola da vez. “Acho que eles são e deve ser assim. Pela minha experiência, sei que tudo é muito sazonal. E a unanimidade é engessada. Então, é natural que em cada segmento um ou dois artistas se estabeleçam. E um segmento não pode liderar o tempo todo.”
No entanto, ela reconhece que sua posição é confortável. “É complicado falar sobre isso, pois não sou eu quem determina as coisas. Lógico que acho maravilhoso, mas não fico achando que não preciso fazer determinada coisa porque cheguei onde estou. Não sou diferente de outros artistas.” Bem, mais ou menos. Ivete foi um pouco (pouco?) além. Ultrapassou, há muito, a linha que separa os cantores das celebridades, essa palavra tão banal hoje em dia mas que, na realidade, só se aplica a alguns. Não pode ir a shopping, supermercado, tampouco cinema, sem chamar a atenção. “Não posso fazer mais isso, mas quer saber? Minha vida é bem normal”, conclui.

Fonte: Divirta-se

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ivete Sangalo: competência feminina - Entrevista para Revista Você S/A


Com disciplina e uma energia de dar inveja, Ivete Sangalo se desdobra em muitas para dar conta da carreira e da maternidade – e tudo ao mesmo tempo! 
Por Nataly Pugliesi – Foto André Passos

 Sexta-feira por volta das 18 horas, Ivete Sangalo, de 39 anos, nos concede esta entrevista enquanto recebe amiguinhos do filho, Marcelo, de 2 anos, em sua cobertura de quase 1.000 metros quadrados com vista para a Baía de Todos os Santos, em Salvador. “Estamos fazendo uma banda de panelas aqui”, brinca a cantora, com o primogênito no colo. Engana-se quem pensa que o dia de Ivete começou assim, nessa calmaria. Às 9 horas ela já estava em uma reunião no grupo Caco de Telha, holding de sete empresas que controla seus diversificados negócios.
A reunião se estendeu até as 13 horas, ela seguiu para seu apartamento, onde, durante o almoço, recebeu mais gente para um novo encontro profissional. Em seguida, ela e sua banda, composta por 13 músicos, ensaiaram ali mesmo, no estúdio, montado no próprio apartamento, para a apresentação que fizeram no Rock in Rio em 30 de setembro. E, depois disso, Ivete gravou algumas vinhetas para propaganda de produtos que levam sua assinatura.
Quando o dia estava para terminar, a cantora encontrou um tempo para nós – e para brincar com o filho. Tudo ao mesmo tempo, típico dessa baiana, artista, mãe e empresária, que se desdobra em muitas para dar conta da agenda. Uma característica feminina, digamos assim, a de tentar ser onipresente.


Opção pelo Home Office
Para conseguir conciliar essa rotina acelerada e a maternidade – dilema que a mulher moderna tem de encarar, Ivete tomou algumas decisões bastante assertivas. A principal delas foi concentrar quase todas as suas atividades profissionais em um só lugar: sua casa. “Não tem muita saída, porque eu quero ficar todo o tempo que eu conseguir com meu filho, então, eu tive que fazer isso”, conta. Logo que engravidou, Ivete construiu um estúdio de altíssima qualidade dentro do seu apartamento.
“Essa foi a minha principal adaptação. Tudo de áudio, eu gravo aqui. Foto, a maioria eu faço aqui. Reuniões de negócios também são feitas aqui. A não ser uma exceção ou outra, quando tenho que receber investidores, como hoje.” Se há algum atraso ou pequeno imprevisto, não é ataque de estrelismo, não, é porque ela está colocando o pequeno Marcelo para dormir. “É praticamente impossível programar meus dias. Primeiro, pelo excesso de compromisso, depois por causa das minhas atribuições de mãe. Eu tenho contado muito com a compreensão de todos”, diz.
Ivete se considera bastante radical quando o assunto é estar presente na criação do filho. “Sou um pouco chata em relação a isso porque faço questão de ficar o dia todo com ele. Eu acordo com ele, dou o café da manhã e já começo a trabalhar com Marcelo ao meu lado. Eu acredito nisso porque minha mãe me criou assim. Acho que a presença é fundamental. Mesmo que eu esteja ocupada, ele sabe que estou com ele”, diz. Dá para notar o efeito da presença da mãe na criação do menino.
Marcelo, que é fruto do casamento com o nutricionista Daniel Cady, de 26 anos, é uma criança educada, obedece às chamadas de Ivete, fala “por favor”, “obrigado” e pede desculpas aos amiguinhos quando faz algo que não agrada à mamãe. “O boi só engorda com o olho do dono”, brinca a cantora, resumindo por que faz tanta questão de estar perto.
Mas Ivete não diminui o ritmo de trabalho, só fez pequenas adaptações em sua rotina. Ela continua fazendo cerca de dez shows por mês (recebe cerca de 500.000 a 750.00 reais de cachê em cada um). Só viaja nos fins de semana, sextas ou sábados. Nunca fica mais que dois dias seguidos fora. “Como eu tenho avião particular, isso facilita minha vida.”
A baiana acaba de trocar a antiga aeronave Cessna Citation SII, comprada em 2006, por um modelo novo, o Citation Excell, avaliado em 16 milhões de reais, mais rápido, com maior autonomia de vôo e capacidade para nove pessoas, três a mais que o antigo modelo. Esse luxo para a cantora, que tem um patrimônio estimado em 500 milhões de reais, vale a pena. Tudo para poder chegar mais rápido em casa e até levar o pequeno com ela para os shows quando for necessário.
Um segredo é que Ivete sofre muito com as despedidas. Como fica a semana toda com o filho, às vezes trabalhando, às vezes de folga, só curtindo a relação dos dois, ela não suporta a saudade toda vez que tem de se distanciar. “Eu choro muito. É uma novela! É a parte mais estressante da minha rotina. Mas tenho dentro de mim o senso de responsabilidade que faz com que eu pondere esse sofrimento”, revela.
Ivete se considera felizarda, pois sabe que nem todas as mulheres têm agenda flexível e podem passar tanto tempo com seus filhos quanto gostariam.“No meu trabalho, consigo ser dona das minhas próprias regras. Sei que eu tenho sorte”, afirma a cantora.

Prioridades que se alternam
Antes de ter o primeiro filho, Ivete – mulher trabalhadeira, como gosta de dizer – focava todos os seus esforços para conquistar espaço e estabilidade financeira que não teve na infância humilde. Depois que o pai, Alsus San Galo, faleceu, ela e os irmãos foram trabalhar, enquanto a mãe, dona Maria Ivete, vendia marmita. A baiana trabalhou por um tempo em lojas de shopping, mas aos 17 anos, já cantava em barzinhos. Pouco depois surgiu a oportunidade de ser vocalista da Banda Eva, onde viu os primeiros sinais da fama. Ela ficou à frente da banda durante cinco anos, lançou seis álbuns e vendeu mais de 5 milhões de cópias, até estar pronta para alçar voo solo.
“Há muito tempo tenho priorizado a minha carreira. Óbvio que não foi um cálculo tão preciso, porque não se escolhe quando conhecer um homem maravilhoso para ter um filho...Mas eu programei: Vou me estabilizar financeira e emocionalmente’. E, quando meu filho nasceu, eu estava pronta para responsabilidade”, conta. Foi aí que ela se entregou de corpo e alma. Por isso, faz tantos esforços para conciliar a agenda profissional com a rotina de mãe. E é o trabalho que tem de se adaptar à sua relação com o filho. “Enquanto estou trabalhando, tenho consciência de que estou fazendo isso para que meu filho possa usufruir ainda mais no futuro.”

Faceta empresária
Além de cantora, Ivete é umas das acionistas do grupo Caco de Telha, empresa que cuida de sua carreira, empresaria outros grupos de sucesso da Bahia, como Psirico e Harmonia do Samba, produz grandes eventos e traz shows internacionais para o Brasil, como o da Beyoncé, em 2010. A idéia embrionária quando a empresa foi criada, em 1997, era diversificar o negócio e não restringir os lucros somente aos ganhos com Ivete. Com o tempo, a própria cantora se convenceu de que o maior trunfo da empresa é ela mesma, e todas as marcas que envolvem o nome dela. Hoje, mais da metade dos projetos da Caco de Telha tem ligação com seu nome. “Sou uma artista multifacetada, atuo em diversas áreas, então isso é bom para a empresa.” 
Ivete participa de todas as decisões e está cada vez mais ativa no cuidado com os negócios. “Fui ganhando experiência, conheço os mecanismos que regem a carreira dentro da área de entretenimento. É uma rotina comum, como a de uma empresa qualquer.” Entre as coisas que aprendeu em sua carreira e que leva à risca como empresária está investir em seus funcionários.
A Caco de Telha oferece bolsas de estudo e MBA à parte dos mais de 200 profissionais das sedes de Salvador e São Paulo. Ivete também pagou curso de inglês para toda a sua equipe de músicos, bailarinos e assessores para a apresentação que fizeram no Madison Square Garden, em Nova York, em 2010. “Se o profissional está disposto e apto a receber investimento da empresa na carreira dele, nós damos as bolsas de estudo. Tomamos uma série de medidas para o crescimento de nossos profissionais porque acredito que o aprimoramento de um funcionário só traz benefícios à empresa. Mesmo que depois ele saia e vá para outra companhia, enquanto ele esteve aqui ele me ofereceu o que tem de melhor – e tenho que proporcionar isso a ele também”, diz Ivete, comprovando que, em tudo o que resolve fazer, está sempre muito presente.

A revista custa R$12,90. Para obtê-la, veja na banca mais próxima a sua casa ou compre pelo site daLoja Abril

Créditos: Ivete Sangalo News